Civilização do Açúcar: engenhos de Pernambuco

O Poço Comprido é um dos principais engenhos de Pernambuco
O Engenho Poço Comprido, em Vicência/ PE, é o único do Estado tombado pelo Iphan

O açúcar foi a primeira riqueza produzida no Brasil e durante muito tempo foi também a base da economia colonial. Nessa época, a capitania de Pernambuco, que estendia-se dos atuais estados do Ceará a Alagoas, era a maior exportadora de açúcar. Com o fim do ciclo da cana em meados do século XVIII, muitos engenhos foram desativados ou tiveram suas atividades reduzidas.

Os engenhos, que no passado eram o motor da economia, hoje, são memórias vivas da Civilização do Açúcar. Atualmente, os estados de Alagoas, Pernambuco e Paraíba concentram construções bem conservadas com forte vocação turística, que oferecem atividades de ecoturismo, história, cultura e experiências gastronômicas.

Engenhos de Pernambuco

Em Pernambuco, a maioria dos engenhos está localizada na Zona da Mata Norte do Estado. Partindo do Recife, a viagem dura um pouco mais de 1 h de carro e as duas principais vias de acesso (BR-408 e BR-101) estão em bom estado de conservação. Começamos nosso tour por Vicência, a cidade dos engenhos, que detém esse título por possuir um significativo acervo arquitetônico, histórico e cultural.

A maioria dos engenhos está a 1h do Recife

Engenho Poço Comprido

Localizado a 12 km da cidade, o Poço Comprido é o único do Estado tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). A casa-grande conjugada à capela permite o acesso direto à tribuna, local privilegiado onde os senhores de engenho assistiam às missas. A capela consagrada a São João Batista tem estilo barroco, com dois altares laterais e um altar-mor. Por questão de segurança, as imagens dos santos são réplicas enquanto as originais estão sob a guarda do Iphan.

O engenho está aberto à visitação todos os dias, das 9 h às 16 h, mediante agendamento e pagamento de ingresso (R$ 5,00). A visita é guiada por membros da Associação dos Filhos e Amigos de Vicência (AFAV), inclui tour pela edificação e exibição de um curta-metragem sobre a Civilização do Açúcar. Infelizmente, não pudemos visitar a moita (fábrica) para não comprometer a sua estrutura. Também sentimos falta de mobiliário na casa-grande, mas a nossa simpática e solícita guia Dalila nos informou que uma antiga proprietária levou todos os móveis quando vendeu o engenho.

No Engenho Água Doce, é possível acompanhar a produção de cachaças e licores

Além do Poço Comprido, os engenhos Jundiá e Água Doce valem a visitação. No primeiro, é possível fazer trilhas e visitar à casa-grande com mobiliário original e à casa de purgar. Os mais aventureiros podem subir à Serra do Jundiá, onde há uma rampa de voo livre. No Engenho Água Doce você poderá acompanhar a produção de cachaças e licores com direito à degustação. É difícil escolher um favorito entre tantas opções: uva, mel de engenho, limão, maracujá, jenipapo, jabuticaba, cajá e banana. A visitação acontece todos os dias, das 7h30min às 17h30min.

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