Deserto do Atacama: quando ir e como chegar

O vulcão Licancabur é um dos cartões-postais do Atacama
O vulcão Licancabur é um dos cartões-postais do Atacama

Com uma área superior a 100 mil km2, o Deserto do Atacama, localizado no norte do Chile e próximo à fronteira com o Peru, abriga vulcões, montanhas nevadas, lagos, salares e gêiseres. Por estar a mais de 4.000 m acima do nível do mar e pela escassez das chuvas, ele é considerado o deserto mais alto e seco do mundo. É um dos principais destinos turísticos da América do Sul e oferece a seus visitantes as mais variadas atividades. Você pode escolher entre ecoturismo, turismo de aventura, banhos termais, observação astronômica etc.

Quando visitar o Deserto do Atacama

Todos são unânimes em dizer que cinco dias é o mínimo para se conhecer o Atacama. E foi exatamente o que reservamos para a região, pois ainda íamos ao Salar de Uyuni, na Bolívia. É possível visitá-lo durante todo o ano, pois não há grande variação de temperatura. No entanto é importante ficar ligado a algumas particularidades das estações. No verão (dezembro a março), considerado alta temporada, existe a possibilidade de chuvas, principalmente no final da tarde, que podem causar a interdição de algumas estradas.

Já no inverno, o mergulho em algumas lagoas é proibido por causa das baixas temperaturas. Em compensação, você pode ser presenteado com neve. Ok, não são flocos de neves deslizando pelo seu rosto. Mas a neve no topo das montanhas dá um contraste interessante à aridez do deserto. Prepare-se para encarar grandes amplitudes térmicas, ou seja, consideráveis variações de temperaturas ao longo dia.

Como chegar ao Deserto do Atacama

O percurso mais rápido é via Santiago, onde se pega um voo para Calama (2 h de voo). As companhias aéreas Azul, Aerolineas Argentinas, Gol, Latam e Sky Airlines operam voos regulares saindo de algumas cidades brasileiras direto para a capital chilena. Para não ter surpresas, o ideal é comprar o trecho completo pela mesma companhia.

Caso haja qualquer imprevisto a empresa se responsabilizará sem nenhum custo para o passageiro. Mas, nem sempre isso é garantia de menor preço. Muitas vezes, a gente acaba comprando as passagens por empresas diferentes. Nesse caso, é importante deixar pelo menos 2 h de intervalo entre os voos para imigração e um algum imprevisto.

Existe a possibilidade de fazer Santiago-São Pedro de Atacama via terrestre. Mas a viagem só é recomendável se você tiver muito tempo disponível e experiência na estrada porque a distância entre as cidades é de 1.600 km. Se ainda assim você pensa em encarar a poeira pensando em economizar uma grana, saiba que não vale a pena tendo em vista que a presença de companhias low-cost, como a Sky Airlines, deixaram as passagens para Calama mais acessíveis.

Rota terrestre Chile-Deserto do Atacama
Rota terrestre Santiago-São Pedro de Atacama

Transfer Calama – São Pedro

Chegando em Calama, você irá pegar um transfer ou táxi para São Pedro de Atacama, cidade que serve como base para explorar o deserto. Como viajávamos a dois, foi mais barato contratar um transfer. Há várias opções, como a Transvip, Trans Licancabur, Trans Andino e Trans Pampa. Depois de pesquisar preço e reputação, optamos pela Licancabur. O transfer ida/ volta custa 20.000 CLP/ 116 reais por pessoa e pode ser contratado via internet ou no balcão da empresa no próprio aeroporto.

A viagem até São Pedro dura aproximadamente 1 hora e é feita em vans ou micro-ônibus a depender da quantidade de pessoas. Os veículos são novos e os motoristas prestativos. Além do bom estado de conservação da estrada, o que mais chamou a nossa atenção no percurso foram os parques eólicos no meio do deserto. Somente o Valle de los Vientos conta com 45 turbinas. Na medida em que as turbinas vão sumindo da paisagem o vulcão Licancabur vai dando o ar de sua graça. Ele estará presente na maioria dos passeios do deserto.

Parque Eólico Valle de los Vientos

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