Travessia pelo Salar de Uyuni

As fotos no Salar de Uyuni usam a técnica da perspectiva forçada
Perspectiva forçada é uma técnica que garante fotos divertidas

Nada como uma noite bem dormida, em quarto privativo diga-se de passagem, para a pessoa acordar na madrugada fria e encarar a travessia pelo Salar de Uyuni. Existe a possibilidade de assistir ao nascer do sol no deserto. Mas isso requer acordar mais cedo ainda e enfrentar baixas temperaturas … Infelizmente, nossos companheiros de viagem (os brasileiros e as chinesas) não toparam pelos motivos acima. Nos restou seguir a programação normal.

A fazer a travessia pelo Salar, passamos por várias plantações de quinoa, cereal considerado um dos mais completos por seu alto valor nutricional. Junto ao turismo, o cultivo de quinoa é uma das principais atividades econômicas da região. Na medida em que as plantações deixam de ladear nosso caminho vamos avistando o Salar. A paisagem é deslumbrante e a sensação de ir avançado pelo deserto é indescritível.

Ilha Incahuasi

A primeira parada da nossa travessia foi na Ilha Incahuasi, povoada por cactos gigantes e de onde se tem uma vista incrível do Salar. A caminhada de 2 km pela ilha é bem agradável, mas é importante ir com calma. Seu topo ultrapassa os 4.000 m de altitude e você não vai querer perder o fôlego. O ingresso custa 30 bolivianos/ 18 reais e o local conta com infraestrutura de banheiros e lojinha de souveniers.

A primeira parada na travessia pelo Salar é na Ilha Incahuasi
Da Ilha Incahuasi se tem uma vista de 360o do Salar

Travessia pelo Salar de Uyuni

Dando continuidade à travessia, percorremos mais alguns quilômetros até chegar a um ponto qualquer no meio do Salar. A permanência é curtinha, aproximadamente 1 hora, mas dá para sentir toda a intensidade do local. Passada a fase de contemplação, nos jogamos nas fotos em perspectiva forçada. É uma técnica de ilusão ótica que simula uma interação entre os elementos da composição.

O mais legal é que não precisamos nos preocupar com os objetos tampouco com os ângulos das fotos. Os motoristas já levam consigo dinossauros, utensílios domésticos e outros objetos que irão compor as fotografias.

As composições são as mais variadas possíveis

Outro ponto do Salar é o Hotel de Sal Playa Blanca, o primeiro nesse estilo na Bolívia, mas que hoje encontra-se desativado. Em seu lugar, há um pequeno museu com entrada gratuita. A visita é interessante. No entanto, vale mais a pena para aquelas pessoas que fazem o tour de 1 dia no Salar e que não se hospedarão em um hotel de sal.

Ao lado do hotel, fica o Monumento das Bandeiras, onde os visitantes procuram fazer suas fotos ao lado da bandeira de seu país. Mais adiante, avistamos o Monumento Dakar, uma homenagem ao famoso rally que desde 2014 “passa” pelo deserto. É importante ficar atento à data da competição para que ela não atrapalhe seu passeio.

A travessia pelo Salar inclui também uma parada no primeiro hotel de sal
Hotel de Sal Playa Blanca e o Monumento das Bandeiras
O Monumento Dakar faz parte da travessia pelo Salar
Monumento Dakar

Cemitério de Trens

Nossa última parada foi no Cemitério de Trens, trecho de uma ferrovia desativada com vagões abandonados a caminho de Uyuni. Há quem torça o nariz dizendo que não passa de um grande ferro-velho, mas é um cenário interessante para fotos. Do cemitério, seguimos para Uyuni, cidadezinha tipicamente boliviana, onde almoçamos em torno das 15h.

Tivemos tempo livre até o final da tarde antes de começar o longo regresso (500 km) de volta para São Pedro de Atacama. Nas duas horinhas pela cidade, conhecemos o mercado municipal e principais ruas do centro. No final da tarde, pegamos a estrada com destino a Villamar, um pequeno povoado onde pernoitamos antes de voltar para o Chile.

Cemitério de Trens

Leia mais sobre o Altiplano Boliviano e o Salar de Uyuni

Deserto e hotel de sal no Altiplano boliviano

Lagunas e águas termais no Altiplano boliviano

Dicas para visitar o Salar de Uyuni

Salar de Uyuni: o maior deserto de sal do mundo

Anúncios

Deixe uma resposta