Roteiro de 2 dias na Serra da Capivara

Passarelas facilitam a locomoção na Serra da Capivara
As passarelas facilitam a locomoção e preservam os sítios arqueológicos

Uma das perguntas mais frequentes é quantos dias na Serra da Capivara são necessários para conhecer o parque ? Bem, isso vai depender da quantidade de dias disponíveis para a visitação. De uma forma geral, dá para fazer os principais roteiros em quatro dias e reservar mais um dia para visitar o Museu do Homem Americano e o Museu da Natureza. No entanto, é fundamental montar o roteiro com os condutores cadastrados no Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Vale ressaltar que cada condutor pode conduzir, no máximo, oito pessoas. Caso o grupo ultrapasse o limite, será necessário a contratação de outro profissional.

As visita à Serra da Capivara só são permitidas com condutores credenciados
As visitas só são permitidas com condutores credenciados

No nosso caso, contratamos o condutor e professor de geografia, Wilk Amorim Lopes. Ele montou um roteiro bem legal para dois dias de visitação no parque. Embora com pouco tempo disponível, conseguimos conhecer o básico do parque. Isso só foi possível graças ao profissionalismo de Wilk e a nossa disciplina para acordarmos cedo para a programação. É importante ressaltar esse aspecto porque além do deslocamento entre São Raimundo Nonato e o parque se anda muito de carro de um ponto a outro dentro do parque.

Alguns sítios arqueológicos da Serra da Capivara requerem esforço físico
Alguns sítios requerem esforço físico

Dia 01 na Serra da Capivara

No primeiro dia, fizemos o Circuito dos Veadinhos Azuis, o Desfiladeiro da Capivara e o Baixão da Pedra Furada. O nome do primeiro é uma alusão às pinturas rupestres que têm uma aparência na cor azul. O estado de conservação da estrada que percorre o circuito é bom e o acesso aos sítios arqueológicos é fácil de fazer a pé. O Desfiladeiro da Capivara abriga as pinturas mais antigas do parque e, no passado distante, era usado como passagem pelo homem pré-histórico. O Baixão da Pedra Furada conta com dez sítios arqueológicos, entre eles a Toca do Boqueirão da Pedra Furada, onde foram achados vestígios da presença humana.

Pinturas rupestres na Toca da Entrada do Pajaú
Animais são um dos temas mais recorrentes nas pinturas

Se já é bonito de ver as pinturas durante o dia, a visitação noturna ao Boqueirão da Pedra Furada é um show à parte. Ao longo de 40 minutos, é possível admirar o paredão com mais de mil pinturas a partir de uma passarela de 70 metros de cumprimento. Isso é fundamental para as pessoas com deficiência ou mobilizada reduzida. Esse é um passeio à parte e organizado diretamente pelo condutor junto ao parque. O valor do ingresso é de R$ 50 para grupos de até nove pessoas. Ultrapassando esse limite é cobrado R$ 5 por pessoa. É importante reservar com antecedência esse passeio porque o limite diário de visitantes é de 48 pessoas.

Iluminação noturna do Boqueirão da Pedra Furada

Dia 02 na Serra da Capivara

No segundo dia, fizemos o Circuito Baixão das Mulheres, onde está localizada a Toca dos Coqueiros. Neste sítio arqueológico foram encontrados ossos humanos datados em 10 mil anos, e que estão expostos no Museu do Homem Americano. Em seguida, fizemos o Circuito Baixão do Perna, cujas pinturas rupestres têm cenas de sexo como uma temática recorrente. Fechamos o dia em grande estilo no Baixão das Andorinhas, um grande desfiladeiro, onde os visitantes se aglomeram no pôr do sol para apreciar o “mergulho” que os pássaros dão no cânion para retornar às suas casas.

Visitantes no Baixão das Andorinhas para apreciar o espetáculo dos pássaros

Vocês devem estar se perguntando se há restaurantes dentro do parque já que os passeios duram o dia inteiro. Restaurantes, propriamente dito, não; mas, próximo ao centro de visitantes do Boqueirão da Pedra Furada há uma lanchonete. Além disso, no entorno do parque existem algumas opções de self service. Todavia, quando se fecha o roteiro com o condutor, ele já inclui o local do almoço.

No primeiro dia, almoçamos no restaurante da Cerâmica Serra da Capivara, uma iniciativa da sempre maravilhosa Niède Guidon que gera emprego e renda para várias famílias que moram na região. Nesse momento, você deve estar lembrando de xícaras, travessas e outros objetos de decoração comuns nas prateleiras da Tok&Stok e do Pão de Açúcar. É isso mesmo !!! A cerâmica produzida pelos moradores da região são vendidas em todo o país e já extrapolaram as fronteiras nacionais.  

Cerâmica Serra da Capivara

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Parque Nacional da Serra da Capivara

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