Torres del Paine de carro

É possível chegar de carro no Lago Pehoé
Lago Pehoé

Depois de encarar o trekking à base das Torres, o dia seguinte pedia uma programação mais light e assim o fizemos. Combinamos a visita à Cueva del Milodón ao início do tour de carro pelo parque. Começamos pela parte mais ao norte, na Portería Laguna Azul, onde avistamos uma criação de cavalos. De lá, seguimos pela estrada até sermos surpreendidos pela Cascada Paine, uma queda d´água volumosa que nos atraiu de imediato. Além do visual incrível, o que nos surpreendeu foi a velocidade dos ventos, que dificultava nossa locomoção.

Da Cascada Paine, partimos para a Estancia Goic, um lugar charmoso que lembra aquelas famosas fazendas de filme americano e que oferece serviços de hospedagem e alimentação. Finalizamos o dia visitando de carro a Laguna Amarga e o Lago Sarmiento e ansiosos pelo dia seguinte, quando conheceríamos o Glaciar Grey.

De carro, chega-se fácil à Casa Gohen
Casa Gohen

Glaciar Grey

Antes de conhecer o glaciar mais famoso do parque, tivemos gratas surpresas ao longo do dia. Uma das nossas primeiras paradas foi o Mirador Nordenskjold, onde há registros de ventos de 120 km/h. Não acredito que chegamos a tanto, mas foi difícil manter-se parado no local. Pelo mapa, nossa próxima parada seria o Salto Grande, outra queda d´água, mas logo depois que tiramos a foto abaixo, as guardas-florestais fecharam o acesso ao local por causa dos fortes ventos.

Os ventos fortes são frequentes no verão

O jeito foi seguir de carro pela estrada rumo ao Lago Pehoé, uma das paisagens mais deslumbrantes do parque. No local funciona a charmosa Hostería Pehoé, hotel de luxo que tem a diária mais barata no valor de R$ 600,00. Obviamente, a hospedagem não condizia com o nosso orçamento, mas não deixamos de tirar umas fotos no local.

Os tons de cinza do Lago Grey com o glaciar ao fundo

Fechamos nossa programação na Guardería Grey, área do parque com hotel, restaurante e de onde sai a trilha que dá para o Glaciar Grey. A paisagem do local difere totalmente dos outros locais que visitamos no parque. O azul do céu que encontramos inclusive na base de Torres del Paine dá lugar a um cinza que compõe a atmosfera fria do lugar. É possível se aproximar do glaciar por meio de um passeio de barco, mas preferimos admirá-lo de longe mesmo. Definitivamente, foi o local mais frio que estivemos no parque e os fortes ventos contribuíram para a sensação térmica de 0o grau.

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