Vale a pena comprar o Roma Pass ?

Coliseu, em Roma
Coliseu: é um dos lugares mais visitados de toda Roma

O Roma Pass é um cartão que combina atrações e transporte público. Ele vale a pena para quem vai passar no mínimo dois dias na cidade e vai deslocar-se via ônibus ou metrô. A depender do seu tempo em Roma, você escolhe a versão de 72 h (38,50 euros) ou 48 h (28 euros). Com a primeira, você tem acesso a duas atrações gratuitas e desconto de 20% a partir da terceira. Já com o passe de 48 h você tem acesso gratuito a uma atração e 20% de desconto a partir da segunda. É importante frisar que nas visitações gratuitas você tem acesso prioritário, ou seja, nada de filas.

Com o Roma Pass fica mais fácil conhecer a cidade
O cartão vem acompanhado de mapa e livreto das atrações

Em ambas as versões, o uso do transporte público é ilimitado, bastando encostar o cartão no validador.  Com exceção dos Musei Vaticani e visitas especiais (tours noturnos ou itinerários secretos), praticamente, as demais atrações aceitam o Roma Pass. Os cartões podem ser comprados pelo site ou nos postos de informações turísticas dos aeroportos, estação Termini etc. Como passamos cinco dias na cidade, optamos pelo cartão de 72h. Escolhemos o Coliseu/ Fórum Romano/ Palatino (contam como uma atração única) e a Galeria Borghese como as visitações gratuitas. O motivo da escolha foi o fato delas serem serem, respectivamente, o lugar com maiores filas e a atração mais cara (33,50 euros). 

Coliseu/ Fórum Romano/ Palatino

O Coliseu/ Fórum Romano/ Palatino estão localizados no centro de Roma e por isso mesmo fácil de chegar via metrô. É só pegar a linha azul e desembarcar na estação Colosseo. Ao sair da estação, você já dá de cara com aquele que foi o maior símbolo do Império Romano. O ingresso que adquirimos com o Roma Pass dá acesso à arena e ao segundo anel, onde ficam expostos objetos encontrados nas escavações arqueológicas. Mas, é possível fazer uma visita guiada ao subsolo e ao terceiro anel pagando uma valor à parte. No site da Coop Culture, você encontra informações gerais sobre os passeios e ainda compra os ingressos.

Ruínas da Roma Antiga

O ingresso do Coliseu serve como entrada para o Fórum Romano/ Palatino, por isso não esqueça de guardá-lo. Embora menos conhecidas que o Coliseu, as duas atrações acima têm um valor histórico inestimável. Suas ruínas são os registros de como funcionava o centro administrativo da Roma Antiga. A única nota negativa do passeio é a falta de materiais informativos que auxiliariam a visita por conta própria. Infelizmente, os áudio-guias ofertados não dão conta da demanda e a sinalização do lugar fica a desejar.

A salvação de pessoas desavisadas, como eu, é recorrer as poucas e deterioradas placas de informação de algumas ruínas.  Ao final, você fica com a sensação de que a visita poderia ter sido melhor. A dica é fazer uma pesquisa prévia sobre o local. O pessoal do Fui Ser Viajante dá ótimas dicas e ainda disponibiliza um mapa. Além disso, por estar em um terreno acidentado, aberto e com pedras irregulares, é importante visitá-lo com roupas e sapatos confortáveis

Galleria Borghese, em Roma
Galleria Borghese

Galleria Borghese em Roma

Depois de um dia de imersão na história do Império Romano, a nossa ideia era conhecer o acervo artístico da Galleria Borghese. A visita estava agendada para a manhã seguinte e, conforme orientações, chegamos ao local com bastante antecedência. No entanto, a visitação não foi possível porque algumas obras de arte estavam sendo transportadas para o andar superior por um guindaste localizado na frente da galeria (vide foto acima).

Pior do que não conhecer a coleção do museu, foi termos dado viagem perdida até lá. Custava a administração ter avisado previamente aos visitantes dando a opção de alterar o dia da visita ou mesmo ter bloqueado essa data em função da demora de operação tão delicada ?! Ainda ficamos mais de uma hora do horário previsto para a visitação na expectativa do acesso ser liberado e nada. Nosso consolo foi passear por seus jardins – diga-se de passagem muito bonitos e bem preservados – rumo à Piazza di Spagna, Fontana di Trevi e Pantheon.

Castelo Sant´Angelo

Castelo Sant´Angelo

Terminamos nosso dia no Castelo Sant´Angelo, às margens do rio Tibre e bem dizer vizinho ao Vaticano. De tão perto da sede da Igreja Católica, em 1277, foi construído o Passetto di Borgo, uma passagem secreta que servia de rota de fuga para os papas. Melhor do que ouvir as histórias sobre as fugas do alto clero da Igreja é percorrer os 800 metros do Passetto no Castelo Segretto. Esse é o nome dado ao tour guiado que inclui ainda as celas, olearias e outras dependências da fortificação. O Castelo faz parte do circuito do Roma Pass, mas para o tour Castelo Segretto é cobrado mais 05 euros. Ao longo do dia, são quatro os horários dessa visitação: 10h (inglês), 11h (italiano), 16h (inglês) e 17h (italiano). É necessário fazer reserva porque os tours são limitados a 15 pessoas por vez.

Vaticano

Finalizamos nosso diário de bordo com o Vaticano, o menor país do mundo, que está ali, coladinho a Roma. Para chegar lá, é só pegar a linha vermelha do metrô e desembarcar na estação Ottaviano. Em seguida, andar cerca de 600 m e esbarrar com as filas que cercam os muros dos Musei Vaticani, um complexo que conta com mais de 20 coleções de arte e, o carro-chefe, a Capela Sistina. Para evitar as longas filas, a dica é comprar o ingresso com antecedência (17 euros + 04 euros de taxa de reserva).

O acervo é tão grandioso e diversificado que, assim como o Louvre, ele merece ser visitado mais de uma vez. Caso você não disponha de tanto tempo, o ideal é escolher previamente as salas de seu maior interesse. Dos museus, seguimos para Piazza di San Pietro na ilusão de conhecermos a Basílica di San Pietro. Mas a fila para entrar na igreja estava tão grande – e para piorar estava chovendo – que desistimos e ficamos “apenas” contemplando a praça. Caso você tenha interesse em conhecer tanto os Musei Vaticani quanto a Basílica o ideal é reservar dois dias, um para cada atração, e chegar cedo.

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