Diário de Bordo: Veneza

Ponte Rialto, em Veneza
Ponte Rialto

Charmosa, encantadora, única, não tão cheirosa em algumas épocas do ano, está desaparecendo ano a ano … Esses são alguns dos predicados de Veneza. Mas o que as pessoas não lhes dizem é que ela é cara, muito cara. Não digo isso por causa da desvalorização de nossa moeda, tampouco estou querendo demovê-lo da ideia de visitá-la. Pelo contrário, estou querendo prepará-lo para explorá-la em toda sua essência, mas sem surpresas de ordem financeira.

Veneza é um destino caro porque a parte insular não produz nada e, consequentemente, todos os produtos vêm do continente. Além disso, a logística para levá-los em pequenos barcos e balsas, desembarcá-los e transportá-los pelas vielas da cidade não é nada fácil.

Interior da casa em Veneza

Hospedagem em Veneza

Por ser uma cidade cara, muitos visitantes preferem hospedar-se na parte continental (Mestre) e todos os dias fazerem o deslocamento por transporte público (15 minutos) até a ilha. No geral, os hotéis em Mestre são mais novos, mais confortáveis e mais baratos. A diferença entre as tarifas de hotéis pode chegar a 50%, mas nada se compara a hospedar-se em Veneza. Sei que soa clichê, mas dormir em uma das casas centenárias – muitas vezes, um tanto decadentes – e acordar dando de cara para alguma viela ou canal faz parte da viagem. Como queríamos viver essa experiência sem estourar nosso orçamento, optamos por alugar uma casa via Airbnb. Neste post dou mais detalhes desse tipo de hospedagem.

O que fazer em Veneza

Se por um lado, a hospedagem e alimentação na cidade pesam no bolso. Por outro, o melhor de Veneza está a nosso dispor gratuitamente. Nada melhor do que deixar-se levar pelas ruas e becos da cidade e ser surpreendido com uma praça a sua frente. Foi assim que achei a Piazza San Marco, onde ficam a Basílica de San Marco, o Campanário de San Marco. Nessa brincadeira de flanar pela cidade, você descobre ainda as regiões de Cannaregio, Dorsoduro, o Mercado e a Ponte de Rialto.

Palazzo Ducale, em Veneza
Palazzo Ducale

De todos os locais que visitamos, o mais interessante foi o Palazzo Ducale, antigo centro administrativo e judiciário da cidade. Além da beleza arquitetônica e artística do local, é imperdível o “itinerário secreto”. É um passeio pelas minúsculas e úmidas celas do subsolo, nas quais os prisioneiros tinham que dividir espaço com ratos e encarar a água que invadia as celas durante a maré alta. O tour inclui ainda uma visita às celas onde ficou preso Giacomo Casanova e uma explicação de como ele conseguiu fugir pelo telhado. O itinerário secreto (28 euros/ 128 reais) conta com guias que falam italiano, inglês e francês. Por ser uma visita com número reduzido de pessoas é necessário fazer reserva on line.

#Ficaadica: 

Uma das coisas que as pessoas mais me perguntam é se vale a pena fazer o passeio de gôndola. Eu já sai do Brasil com a ideia fixa de não fazê-lo por causa da relação custo-benefício. Paga-se 80 euros por gôndola, que comporta até seis pessoas, para um passeio de 40 minutos. Chegando em Veneza, descobri o vaporetto, um tipo de barco que é o principal transporte público da cidade. Por 08 euros e durante 75 minutos, você percorre umas das cinco linhas, entre elas, as que levam para as ilhas de Murano e Burano. Como tudo em Veneza, é caro, mas achei mais barato e prático do que as gôndolas e de quebra dá para fazer as melhores de Veneza.

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